sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Aglomerados de galáxias confirmam Teoria da Relatividade


Se, de um lado, neutrinos superluminais parecem ameaçar a longa vida das teorias de Einstein, de outro, astrônomos conseguem novas demonstrações experimentais que reforçam as teorias mais aceitas atualmente.

Observações e interpretações

Todas as observações em astronomia são baseadas na luz emitida por estrelas e galáxias e, de acordo com a Teoria Geral da Relatividade, essa luz é afetada pela gravidade.

Ao mesmo tempo, todas as interpretações em astronomia são baseadas na exatidão da Teoria da Relatividade.

Contudo, até hoje nunca havia sido possível testar a teoria da gravidade de Einstein em escalas maiores do que o Sistema Solar.

Agora, astrofísicos dinamarqueses conseguiram medir o quanto a luz emitida por aglomerados de galáxias é afetada pela gravidade.

E as observações confirmam as previsões teóricas, não apenas as de Einstein, mas também as hipóteses mais recentes do "universo escuro" - a energia escura e a matéria escura.

Desvio para o vermelho

Observações de grandes distâncias no universo são baseadas em medições do desvio para o vermelho, que é um fenômeno onde o comprimento de onda da luz de corpos celestes distantes é deslocado mais para o vermelho quanto maior é a distância que essa luz percorre.

O desvio para o vermelho indica o quanto o universo se expandiu desde que a luz foi emitida até sua detecção na Terra.

Além disso, de acordo com a Teoria Geral da Relatividade de Einstein, a luz e, portanto, o desvio para o vermelho, também é afetada pela gravidade de grandes massas, como aglomerados de galáxias, o que provoca um desvio para o vermelho gravitacional da luz.

Mas a influência gravitacional sobre a luz nunca havia sido medida em uma escala cosmológica.

Luz de aglomerados de galáxias confirma Teoria da Relatividade
Aglomerados de galáxias são aglomerações de milhares de galáxias, mantidas juntas por sua própria gravidade. Esta gravidade afeta a luz que está saindo do aglomerado em direção ao espaço. [Imagem: Hubble Space Telescope]

Aglomerados de galáxias

Radek Wojtak e seus colegas Steen Hansen e Hjorth Jens, da Universidade de Copenhangue, analisaram medições da luz de galáxias em cerca de 8.000 aglomerados de galáxias.

Aglomerados de galáxias são aglomerações de milhares de galáxias, mantidas juntas por sua própria gravidade. Esta gravidade afeta a luz que está saindo do aglomerado em direção ao espaço.

Os pesquisadores estudaram as galáxias localizadas no centro dos aglomerados e galáxias na borda dos aglomerados, e mediram os comprimentos de onda da luz emitida por umas e por outras.

Em seguida, eles mediram a massa total do aglomerado de galáxias e, com isso, obtiveram seu potencial gravitacional.

Usando a Teoria da Relatividade Geral, eles então calcularam o desvio para o vermelho gravitacional para as diferentes localizações das galáxias no interior dos aglomerados.

Teoria da Relatividade confirmada

"Descobrimos que os cálculos teóricos do desvio para o vermelho gravitacional baseados na Teoria da Relatividade Geral estão em completo acordo com as observações astronômicas.

"Nossa análise das observações dos aglomerados de galáxias mostra que o desvio para o vermelho da luz é proporcionalmente deslocado em relação à influência gravitacional [exercida pela] gravidade do aglomerado de galáxias.

Desta forma, as nossas observações confirmam a Teoria da Relatividade," resumiu Radek Wojtak.

Com este resultado bem-comportado, a pesquisa dá sustentação às chamadas teorias do universo escuro, que explicam o comportamento observado do Universo com base em duas entidades ainda desconhecidas e não observadas, chamadas matéria escura e energia escura.

"Agora que a Teoria Geral da Relatividade foi testada em escala cosmológica isto representa uma forte indicação da presença da energia escura," completou Wojtak.

Indicações

É importante ressaltar que o cientista fala em "forte indicação". Outros dados igualmente experimentais colocam dúvidas sobre o universo escuro.

Recentemente, um grupo de astrônomos brasileiros também colocou em dúvida a interpretação corrente da expansão acelerada do Universo.

Fonte: www.inovaçãotecnologica.com.br

sábado, 24 de setembro de 2011

Cientistas do CERN fazem partícula viajar mais rápido que a luz

(Terra)Cientistas do CERN, o Centro Europeu de Investigação Nuclear, que abriga o Grande Colisor de Hádrons (LHC), afirmam ter registrados partículas subatômicas capazes de viajar mais rapidamente que a velocidade da luz. Se a descoberta se confirmar, os principais pilares da física seriam abalados. As informações são da agência AP.

De acordo com a física padrão, é impossível que algo seja mais veloz que a luz. Mas os pesquisadores do CERN afirmam que os neutrinos - umas das partículas menos compreendidas da física - são capazes de ultrapassar a barreira dos 299.792 km por segundo.

O registro de velocidade teria ocorrido quando um laboratório do CERN em Genebra, na Suíça, disparou um neutrino a outro laboratório na Itália, a 730 km de distância. Agora, os cientistas que realizaram o experimento pedem a colegas pesquisadores que revisem e verifiquem os dados coletados para confirmar a descoberta.

Outro satélite desativado pode cair na Terra em 2011 com risco maior


(Terra)Depois do anúncio da queda do satélite Uars, da agência espacial norte-americana (Nasa), o satélite alemão desativado Rosat pode ser outro "defunto" espacial a atingir a Terra entre outubro e novembro de 2011.

Lançado ao espaço em 1990, o satélite da agência aeroespacial alemã (DLR, na sigla em alemão) foi usado durante oito anos para observações de estrelas, nebulosas e galáxias com raios X.

Segundo a Nasa, a chance de algum pedaço do Uars causar dano ou machucar alguém é de uma em 3.200. No caso do Rosat, esta probabilidade seria de uma em 2.000.

O risco está nos painéis que equipam o aparelho, produzidos para suportar as altas temperaturas que poderiam danificar as operações dos cientistas durante a década de 1990, quando o equipamento funcionou.

A agência espacial alemã estima que cerca de 30 pedaços do satélite podem atingir o solo terrestre, com um total de 1,6 tonelada. Outros 800 quilos devem ser "queimados" durante o retorno do satélite à atmosfera do planeta.

No caso da Uars, apenas 532 quilos devem escapar da "fornalha" atmosférica, produzindo 26 fragmentos do instrumento desativado em 2005 - um dos pedaços pode chegar a pesar até 150 quilos.

Apesar do alerta, o serviço norte-americano de monitoramento de objetos espaciais (em inglês) que entram novamente na atmosfera terrestre ainda não lista a data possível da chegada do ROSAT, já que ainda não está claro quando o satélite deverá penetrar novamente no planeta.

Com US$ 161 milhões, Rússia lançará nave a Marte em novembro


A Rússia anunciou nesta quinta-feira que gastará US$ 161 milhões no projeto de lançamento a Marte da nave "Fobos-Grunt" em novembro, que deve instalar uma estação automática em um satélite do planeta vermelho. "Se dividirmos esta despesa entre a população russa, cada cidadão teria que pagar US$ 0,10 por ano durante dez anos. Não é muito", garantiu Victor Jartov, designer-chefe da Associação de Produção Científica Lavochkin, segundo agências de notícias russas.

Se o projeto tivesse sido elaborado pela Agência Espacial Europeia ou pela Nasa, custaria de 300 a 400 milhões de euros, afirmou Lev Zeleni, diretor do Instituto de Estudos Espaciais da Rússia. Jartov afirmou que cerca de 10 mil pessoas participaram do projeto, e mais de 30 farão parte da tripulação após o lançamento da nave.

Todos os módulos da estação são novos, e nunca foram utilizados antes, informou o designer-chefe. Um dos módulos da nave russa aterrissaria em Fobos, a lua marciana, que, segundo alguns cientistas, foi um asteroide atraído pela força da gravidade de Marte. O projetista Maxim Martinov lembrou que o voo da nave espacial para Marte durará 11 meses, e o retorno à Terra, de 9 a 11 meses.

Na lua marciana funcionaria durante longo tempo uma estação automática que pesquisaria o espaço próximo e o clima do planeta. O projeto "Fobos-Grunt" possibilitará testes das principais tecnologias das futuras expedições a Marte, como situações de falta de gravidade e, principalmente, a operação de aterrissagem.

As amostras que forem analisadas deverão servir para compreender como os planetas do sistema solar foram formados. Recentemente, a Roscosmos (Agência Espacial Russa) e a Agência Espacial Europeia assinaram um acordo para utilizar os centros europeus de acompanhamento para guiar a Fobos-Grunt.

Guri de 12 anos resolvendo problemas de astrofísica

(O Velho)Jacob Barnett é um guri de 12 anos que foi diagnosticado em um estágio inicial da Síndrome de Asperger, que pode explicar sua habilidade em lidar com problemas de astrofísica complexos.
Com a "simplicidade" dos seus 12 anos, explica Matéria Negra em seu canal no YouTube, mantido pela mãe. Recentemente foi admitido na Universidade de Indiana, nas aulas avançadas de Astrofísica, onde vem desenvolvendo pesquisas, orientadas por um tutor. Torço para que seja bem orientado, e nos ajude a responder algumas perguntas fundamentais daqui a alguns anos!

Nasa disponibiliza sons históricos para download e ringtones

(Terra)A Nasa disponibilizou nesta quinta-feira diversos áudios de missões espaciais para serem usados como toques de celular ou como sons do sistema no computador. Sons como a clássica frase de Neil Armstrong ao pisar na Lua ("um pequeno passo para um homem, um grande passo para a humanidade" ou "Houston, nós temos um problema", do tripulante da Apollo 13 Jack Swigert estão disponíveis para download.

Os sons estão em formato MP3 e M4R e a biblioteca da agência espacial americana vai ser alimentada com mais opções de áudio. Os usuários de smartphones com Android podem baixar o aplicativo para instalar os ringtones diretamente no celular. Os sons estão disponíveis para download no site http://www.nasa.gov/connect/sounds.

Satélite UARS cai no Pacífico e destroços não foram localizados


(G1)O Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior Terrestre (UARS, sigla em inglês), que pesa quase seis toneladas e que foi lançado há 20 anos pela Nasa caiu sobre a Terra no início deste sábado (24), de acordo com a agência espacial americana. No entanto, as autoridades dos Estados Unidos ainda desconhecem exatamente o local onde dos destroços. A Nasa afirma que o UARS e seus detritos tenham caído em grande parte sobre o Oceano Pacífico, sem ter ferido alguém.

A agência não deu uma posição mais específica em seu site, mas afirmou que os funcionários não tinham conhecimento de quaisquer relatórios de pessoas feridas ou de danos materiais.

Apesar da constatação de que o satélite entrou na atmosfera terrestre em algum lugar sobre o Pacífico, a Nasa e a Força Aérea dos Estados Unidos ressaltam que isso não significa necessariamente que todos os destroços caíram no mar.

De acordo com o especialista do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Jonathan McDowell, a nave entrou sobre a costa de Washington. Ele disse que muitos dos fragmentos provavelmente caíram sobre o Oceano Pacífico, embora sua trajetória sugere que alguma partes possam ter caído em cima de áreas mais povoadas nos Estados Unidos e no Canadá. “Partes estão caindo fora desta bola de fogo flamejante, e algumas delas têm força suficiente para ir a centenas de quilômetros", disse McDowell.

A Nasa aguarda a divulgação de mais detalhes da Força Aérea, que ficou responsável por rastrear os detritos.

O UARS é o maior satélite da Nasa a cair sobre a superfície terrestre depois do Skylab, que se precipitou na zona ocidental da Austrália em 1979. Espera-se que se desprendam do satélite 26 fragmentos, com peso variando entre 1 kg e 158 kg.

Segundo a Nasa, até hoje "não há informes confirmados de lesões resultantes do reingresso de objetos espaciais".

O satélite, de 3 x 10 metros, pesa 5.900 kg, tem 10 instrumentos para medir as reações da camada de ozônio e oficialmente foi desativado em 2005.