quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Meteoro ilumina céu em Estado do oeste dos EUA


Um meteoro iluminou partes do céu no Estado americano de Utah, no oeste dos Estados Unidos na última quarta-feira. As imagens foram capturadas por câmeras de segurança do lado de fora do observatório Milford, da Universidade de Utah, e mostram o momento em que o meteoro passou.
"O meteoro entrou na atmosfera da Terra e estava provavelmente a 160 km do solo," disse Seth Jarvis, diretor do Clark Planetarium em Salt Lake City, capital de Utah.
"É quase certo que ele tenha se despedaçado antes de atingir o solo." Cientistas usarão as imagens para estimar o tamanho e a trajetória do meteoro.

Água na Lua!


Finalmente saíram os primeiros resultados da sonda LCROSS, que se espatifou contra a Lua no dia 9 de outubro. E eles são fantásticos! Como você já leu aqui mesmo no G1, existe sim água na Lua e não é só aquele “orvalho” produzido pelo Sol em quantidades ínfimas, são “baldes e baldes” de acordo com Anthony Colaprete, cientista do projeto.
Se você não se lembra, o último estágio do foguete que lançou a sonda LCROSS se chocou contra a Cratera Cabeus no polo sul da Lua com a intenção de levantar uma pluma de destroços e vapor do material no solo dessa cratera. Nos polos da Lua, algumas crateras, em especial suas beiradas, nunca viram a luz do Sol e a esperança é que nelas existisse água proveniente de impactos de cometas. Como nunca bate Sol por ali, o gelo trazido por esses cometas ainda estaria ali, desde que chegaram, talvez há bilhões de anos.
Com o impacto do estágio do lançador, chamado Centauro, a nuvem de destroços foi estudada por espectrógrafos da nave e dos principais observatórios do mundo. O espectro da nuvem mostrou assinaturas inconfundíveis da presença de água.
Por enquanto, apenas os espectros obtidos pela sonda foram analisados e apenas a água foi reportada. Os espectros no infravermelho obtidos pela LCROSS foram comparados aos espectros de laboratório, onde as amostras continham água. A semelhança entre ambos indicou que deveria haver água.
Mas teria de haver uma confirmação independente: se houvesse água nesta nuvem, deveria haver uma assinatura da presença de hidroxila (OH) proveniente da dissociação dela. E o OH estava lá, desta vez nos espectros do ultravioleta. “Ficamos todos extasiados”, disse Colaprete na sexta-feira (13), que se tornou uma data histórica.
Ainda deve vir mais coisa por aí. As análises por enquanto focavam a detecção de água, objetivo maior do projeto. Mas como o material da cratera é originário de cometas, mais substâncias devem ser identificadas, quem sabe até hidrocarbonetos complexos. Mas isso é chute meu.
A presença de água na Lua traz novas perspectivas para os projetos de se estabelecer uma base permante. Isso porque esse gelo poderá ser usado para abastecer essa base, mas também para se produzir oxigênio e hidrogênio, tanto para os astronautas, como para combustível de foguetes.
Neste ano da astronomia, em que celebramos o trabalho de Galileu, a descoberta não deixa também de ser irônica. Galileu foi o primeiro a afirmar que não havia água na Lua. Até sua época, as manchas escuras da Lua eram tidas como grandes mares de água, tanto que se chamam mares (ou “maris” em latim); a Apolo 11 pousou no Mar da Tranquilidade, por exemplo. Curiosidades à parte, um resultado importantíssimo!

sábado, 26 de setembro de 2009

Nasa escolhe projeto argentino para habitat na Lua

Os humanos poderão viver na Lua dentro de um cilindro de três metros de diâmetro por dez de comprimento, entre outras características do projeto do argentino Pablo de León, escolhido pela Nasa (agência espacial americana) para que as missões possam ficar seis meses no ambiente lunar, o que deve acontecer até 2020.
O habitáculo lunar terá "um esqueleto metálico" que permitirá dividi-lo em diversas partes, "para diversas funções, e que concederão privacidade", afirmou De León, em entrevista publicada hoje pelo jornal "Página/12".
"A intenção final do novo projeto lunar da Nasa é, na realidade, chegar a Marte", disse.
Este engenheiro dirige o Laboratório de Roupas Espaciais da Universidade de Dakota do Norte (EUA) e também foi designado pela Nasa para desenhar os futuros veículos lunares.
"Como a Lua fica relativamente perto da Terra, o projeto permitirá colocar em prova todos os sistemas que depois serão usados na expedição tripulada a Marte", afirmou.
A viagem a Marte "durará cerca de um ano, portanto, é importante ter tudo testado, caso haja alguma emergência", acrescentou.
Para prevenir os danos à saúde causados pela forte radiação solar recebida na Lua, o habitáculo será coberto com poeira lunar, como isolante, disse De León.
"Faremos simulações deste procedimento em uma zona desértica dos Estados Unidos", especificou.
Disse que o novo veículo lunar "será parecido" com o utilizado nas viagens das missões Apolo, "mas com a diferença de que levará um módulo pressurizado, para que seus ocupantes não precisem usar roupas espaciais".
"Isso permitirá explorações que se afastem bastante da base lunar, inclusive será possível dormir no veículo. As roupas espaciais só precisarão ser usadas para sair ao exterior", afirmou.
A nova nave para viajar à Lua começará a ser testada em 2015, a fim de realizar uma expedição de seis meses de duração até 2020.

Nasa divulga foto da Terra captada por sonda indiana na Lua



A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira uma imagem da Terra fotografada pela sonda espacial indiana Chandrayaan-1 a 200 km da superfície da Lua. A foto foi captada no último dia 22 de julho pelo Mapeador de Mineralogia Lunar, um dos dois instrumentos americanos que o observatório indiano carrega em missão no satélite.
Na fotografia, a Austrália é visível no canto inferior esquerdo da Terra, os oceanos aparecem em azul escuro, as nuvens em branco e a vegetação em verde forte. O Mapeador de Mineralogia Lunar é um espectômetro projetado para fornecer o primeiro mapa de toda a superfície lunar nas resoluções espacial e espectral.
Os cientistas vão utilizar os dados fornecidos pela Chandrayaan-1 para responder às perguntas sobre a origem da Lua e o desenvolvimento e evolução dos planetas terrestres no Sistema Solar. No mês passado, os cientistas indianos perderam contato com a Chandrayaan-1 e abandonaram a missão, mas o telescópio já havia coletado e transmitido dados suficientes sobre as novas descobertas de água na Lua.

Nasa divulga imagem de formação incomum no espaço


Observando a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus, a cerca de mil anos-luz - com a visão infravermelha do telescópito espacial Spitzer, astrônomos da Nasa encontraram um padrão incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca. Segundo os cientistas, esse padrão diferenciado poderia significar que a estrela tem um pequeno planeta - ou outra estrela - como companheiro.
Os dados mostram também que o comprimento de onda da luz emanada pelo disco de poeira se altera de semana a semana, o que é considerado um curtíssimo espaço de tempo para os fenômenos espaciais e que, segundo os astrônomos, é muito incomum.
Os cientistas afirmam que essa alteração poderia ser causada pelo 'companheiro' da estrela (representado na imagem como um pequeno planeta). Se o companheiro girasse em torno da estrela, a gravidade dele poderia empurrar a parte interna do disco e formar uma deformação como uma parede.
Essa parede também giraria em torno da estrela, provocando uma sombra na parte externa do disco. Quando a parede está na parte do disco mais próxima ao Telescópio, mais luz infravermelha de curto comprimento de onda deve ser observada. E foi esta variação que o Spitzer observou.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Observatório europeu publica nova imagem do centro da Via Láctea

O Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) publicou hoje uma nova imagem do centro da Via Láctea formada a partir de 1.200 fotografias captadas a partir do norte do Chile com um telescópio amador.

A fotografia mostra a cor real do centro da galáxia na qual se situa o sistema solar, além da área entre a constelação de Sagitário e a de Escorpião.

A imagem foi composta pelo astrônomo e fotógrafo francês Stéphane Guisard a partir das fotografias feitas por um telescópio amador durante mais de 200 horas de exposição distribuídas por 29 noites no morro Paranal, a 1.100 quilômetros ao norte de Santiago.

A ESO é a principal organização astronômica intergovernamental da Europa e recebe apoio de 14 países: Áustria, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, França, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.

A sagração da primavera… em Saturno


Dos incontáveis equinócios que Saturno tem tido desde que o Sistema Solar foi criado, chegou o mais especial de todos. Por que este seria o mais especial? Porque finalmente tem alguém lá para ver: a sonda Cassini.

A cada 15 anos (14,8 anos, para ser mais preciso), o Sol cruza o plano dos anéis por duas vezes, da mesma maneira que o Sol cruza o nosso equador celeste. Aqui na Terra, estes momentos marcam mudanças de estação: o inverno vira primavera e o verão vira outono. Hoje, dia 22 precisamente, às 18:18, o Sol deve cruzar o equador, passando do hemisfério norte para o Hemisfério Sul. Para nós é o início da primavera e para quem está no Hemisfério Norte é o início do outono. Na verdade, para mim também, já que eu estou nos EUA agora, mas é por pouco tempo.

Para nós, essas mudanças significam mudanças no clima, duração do dia ou até mesmo de comportamento, mas em Saturno as mudanças não são tão dramáticas. Mesmo assim, é um evento raro e até agora visto unicamente a uma distância de mais de um bilhão de quilômetros.

Quando o Sol cruza o plano dos anéis de Saturno ele o ilumina de perfil, com os raios passando rasantes pela sua superfície. Isso os torna mais escuros, mas ressalta algumas estruturas fracas que passam a maior parte do ano saturniano em condições difícies ou até impossíveis de se observar. Por exemplo, eu já mostrei em um post anterior as sombras provocadas por montanhas nos anéis, em estruturas verticais que eram previstas pela teoria, mas nunca observadas.

Agora chegaram novas fotos da Cassini tiradas um dia depois do equinócio. A foto acima, em especial, é uma composição de 75 fotos tiradas sobre o plano dos anéis durante 8 horas seguidas. As imagens passaram por um tratamento para que o brilho dos anéis fosse ressaltado. Se não fosse isso, eles nem sequer apareceriam na imagem final.

Talvez o aspecto mais interessante dessa imagem seja a sombra projetada pelos anéis. Normalmente vemos uma sequência de raias sobre Saturno, representando as seções dos anéis, mas com o Sol batendo exatamente na mesma linha dos anéis, todas essas raias se colapsaram para formar uma banda única bem fininha. Essa banda fininha só volta a aparecer daqui a sete anos e meio!

Mais do que uma data rara de se acontecer, essa é uma oportunidade incrível para se estudar as estruturas fracas dos anéis. Para que elas sejam detectadas, não somente é preciso que o Sol esteja em uma posição favorável, mas também que tenha alguém muito perto para vê-las. Foi assim dessa vez e espero que assim seja da próxima, em 2017!