terça-feira, 21 de dezembro de 2010

vc repórter: internautas fotografam eclipse lunar desta terça


Um eclipse total da Lua pôde ser visto na madrugada desta terça-feira da América do Norte, Europa Ocidental, parte da Ásia e de alguns locais da América do Sul. O fenômeno teve início por volta das 4h30 (horário de Brasília) e, às 5h10, era possível observar que um terço da Lua já estava coberto pela sombra da Terra.

Internautas de São Paulo aproveitaram a oportunidade para registrar o fenômeno. Jorge Massao, morador do Jardim São Luís, na zona sul da capital, passou cerca de meia hora fotografando a ocorrência. Silvio dos Santos, morador da Freguesia do Ó, na zona norte, conta que tirou mais de 30 fotos. "Só não deu pra ver melhor, porque logo amanheceu", diz.

O eclipse lunar só acontece durante a Lua cheia. Quando o Sol, a Terra e a Lua estão bem alinhados, o satélite natural pode ficar momentaneamente privado de luz solar, caso esteja no cone de sombra da Terra.

Quatro eclipses solares parciais e dois eclipses lunares totais estão previstos para 2011, uma combinação rara que acontecerá apenas seis vezes no século 21. O primeiro eclipse solar, que acontece no dia 4 de janeiro, poderá ser visto da Europa, especialmente da região norte da Suécia, do norte da África, do Oriente Médio e da Ásia Central.

Novas imagens da Nasa mostram lado oculto da Lua


Uma sonda da agência espacial americana, a Nasa, está permitindo aos pesquisadores criar o mais completo e preciso mapa da Lua.

A Sonda de Reconhecimento Lunar da Nasa usa um dispositivo, o Altímetro a Laser da Sonda Lunar (Lola, na sigla em inglês), para fazer mapas dos terrenos e crateras da Lua, incluindo o lado mais distante.

"O conjunto de dados está sendo usado para a criação de mapas de terreno e mapas digitais de relevo que servirão como referência fundamental para futuras missões científicas e de exploração à Lua", disse Gregory Neumann, do Centro de Voos Espaciais Godard da Nasa.

"Depois de um ano recolhendo dados, já temos quase cerca de 3 bilhões de pontos de informações do Altímetro a Laser da Sonda Lunar a bordo da Sonda de Reconhecimento Lunar".

Neumann afirmou que a equipe de pesquisadores espera continuar coletando as medidas do terreno da Lua e, perto dos polos, os cientistas esperam "fornecer capacidade de navegação próxima à do GPS".

Raio dividido em cinco
O Altímetro a Laser da Sonda Lunar funciona pela propagação de apenas um raio por meio de um elemento ótico de difração, que divide o raio em cinco. Estes raios, por sua vez, atingem a superfície lunar e retornam, sendo medidos pelo Lola para, junto com o rastreamento da sonda, criar padrões bidimensionais para revelar a superfície lunar.

Os mapas feitos pelo Lola são os mais acurados e mostram mais lugares na superfície da Lua do que qualquer outro mapa anterior.

"Os erros posicionais dos mosaicos de imagens do lado mais distante da Lua, onde o rastreamento da espaçonave (que é mais preciso) não estão disponíveis, eram de um a dez quilômetros", disse Neumann.

"Estamos diminuindo isto para o nível de 30 metros, e um metro verticalmente. Nos polos, onde a iluminação raramente dá mais do que um lampejo da topografia abaixo dos picos das crateras, descobrimos erros sistemáticos horizontais de centenas de metros", acrescentou.

O dispositivo também permite estudar o histórico de iluminação no ambiente lunar, segundo o cientista. A história da iluminação na Lua é importante para a descoberta de áreas que ficaram muito tempo nas sombras.

Estes lugares, geralmente em crateras profundas perto dos polos lunares, funcionam como locais de armazenamento, capazes de acumular e preservar materiais voláteis como gelo.

Mistério
A paisagem nas crateras dos polos da Lua é tão misteriosa devido a sua profundidade que geralmente permanece nas sombras.

O novo conjunto de dados fornecido pelo Lola está revelando detalhes da topografia destas crateras pela primeira vez.

"Até a Sonda de Reconhecimento Lunar e a recente missão japonesa Kaguya, não tínhamos ideia dos extremos que eram as inclinações das crateras polares", disse o cientista. "Agora descobrimos inclinações de 36 graus (que se estendem) por vários quilômetros na cratera Shackleton, por exemplo, o que faria a travessia muito difícil e, aparentemente, causa deslizamentos".

Neumann afirmou ainda que as medidas tomadas pelo Lola estão ajudando a equipe a criar modelos para avaliar a temperatura destas crateras e no desenvolvimento dos mapas térmicos destes locais.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nave russa Soyuz com três astronautas se acopla com sucesso à ISS

A nave russa Soyuz TMA-20, que a partir de 2011 se transformará no único meio de transporte à Estação Espacial Internacional (ISS), se acoplou nesta sexta-feira com sucesso no complexo orbital com seus três tripulantes a bordo, informou a Nasa.

A Soyuz, lançada na quarta-feira ao espaço da base de Baikonur (Cazaquistão), se acoplou ao módulo russo ''Rassvet'' da ISS às 15h11 de Washington (18h11 no horário de Brasília), um minuto antes do previsto.

Os novos habitantes da ISS, o comandante russo Dmitri Kondratiev, a astronauta americana Catherine Coleman e o italiano Paolo Nespoli, permanecerão na plataforma durante 152 dias, até maio de 2011.

Com sua chegada, a plataforma orbital passa a estar habitada por seis tripulantes: três russos, dois americanos e um italiano.

A Soyuz também era esperada com grande expectativa na ISS por outro motivo: com o fim do programa de naves da Nasa no próximo ano, a nave russa se transformará no único meio de transporte ao complexo orbital.

O acoplamento da nave aconteceu após dois dias e meio de viagem e várias horas de tensão no Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia, que na quinta-feira deixou temporariamente de receber dados de navegação da nave.

Durante seu tempo na estação, a nova tripulação deverá efetuar três saídas ao espaço, segundo o programa de voos russo.

Além disso, receberá e descarregará quatro cargueiros russos Progress e supervisionará o acoplamento do segundo veículo espacial europeu e da Soyuz TMA-21, assim como o retorno à Terra da nave.

A atual tripulação da plataforma orbital, que em 2 de novembro completou sua primeira década habitada permanentemente, é integrada pelo americano Scott Kelly, na qualidade de comandante, e pelos engenheiros russos Aleksandr Kaleri e Oleg Skripochka.

Cientistas: ciclone gigantesco varre Saturno há 5 anos


Cientistas espanhóis relataram nesta quarta que um gigantesco ciclone do tamanho do continente europeu varre Saturno há cinco anos, o que faz desta tempestade a mais longa detectada no planeta

O ciclone, cujo vórtice se estende por 4 mil km, é estudado desde 2004 por um grupo de pesquisadores espanhóis a partir de imagens vindas da sonda americana Cassini. "De acordo com nossas observações, o ciclone é o de maior duração dos examinados nos grandes planetas do sistema solar, Júpiter e Saturno", explicou a principal autora do estudo, Teresa del Rio-Gaztelurrutia.

Os ciclones, caracterizados por um vento que gira na mesma direção que o planeta, não duram tradicionalmente muito tempo, explicou a pesquisadora que dirige uma equipe da Universidade dos Países Bascos para conduzir o trabalho. "Conhecemos ainda muito pouco sobre este gênero de estruturas", acrescentou.

O grupo de cientistas conseguiu analisar a estrutura horizontal e vertical deste fenômeno meteorológico, assim como a sua circulação e sua maneira de interagir com os ventos utilizando simulações matemáticas. Apesar do enorme tamanho do ciclone, os pesquisadores detectaram ventos "pouco intensos". Segundo suas observações, ele se desloca a uma velocidade de 245 km/h, cercado por ventos de 72 km/h.

A Nasa - a agência espacial americana - revelou as imagens da sonda Cassini um ano após terem sido tiradas. Os cientistas só puderam até o momento analisar as amostras de 2009 e esperam descobrir se o ciclone gigante sobreviveu até este ano.

Fotógrafo retrata intensificação da aurora boreal


A aurora boreal, fenômeno luminoso que ocorre no pólo Norte, geralmente na época dos equinócios, está se intensificando desde 2007 e deve atingir o ápice de luminosidade em 2012, segundo a Nasa - a agência espacial americana.

O fenômeno é causado pelos ventos solares que carregam um fluxo contínuo de partículas elétricas liberadas pelas explosões que ocorrem na superfície do Sol. Quando estas partículas atingem os campos magnéticos da Terra algumas ficam retidas provocando a luminosidade intensa pela liberação de energia ocorrida com a colisão destas partículas com as moléculas e átomos presentes na atmosfera.

O fotógrafo islandês Orvar Thorgiersson, 35, está registrando a evolução do fenômeno. "Agora há dias em que as luzes são tão claras que você pode ler um livro à noite. Elas são mais claras que a lua", diz.

O evento será causado pelo máximo solar, período em que o campo magnético no equador do sol roda num ritmo ligeiramente superior ao dos seus pólos. O ciclo solar leva em média 11 anos entre um máximo solar e o outro. O último máximo solar ocorreu em 2000. Segundo a Nasa, o próximo, que ocorrerá em 2012, deve ser o maior desde 1958, quando a aurora boreal surpreendeu os habitantes do México com três ocorrências.

Em 2012, espera-se que as luzes da aurora possam ser vistas até a latitude de Roma. No entanto, caso seja de fato tão intenso, o fenômeno poderá causar problemas a telefones celulares e sistemas de GPS pela liberação de energia num grau mais elevado.

Sonda Voyager chega perto da fronteira do Sistema Solar


A sonda espacial Voyager 1, lançada há 33 anos, está perto da fronteira do Sistema Solar. A 17,4 bilhões de km de casa, a sonda é o objeto feito pelo homem mais distante da Terra e começou a identificar uma mudança nítida no fluxo de partículas à sua volta.

Estas partículas, emanadas pelo Sol, não estão mais se dirigindo para fora e sim se movimentando lateralmente. Isso significa que a Voyager deve estar muito perto de dar o salto para o espaço interestelar - o espaço entre as estrelas.

Edward Stone, cientista do projeto Voyager, elogiou a sonda e as incríveis descobertas que ela continua enviando à Terra. "Quando a Voyager foi lançada, a era espacial tinha apenas 20 anos de idade, então não era possível prever que uma sonda espacial pudesse durar tanto tempo", disse ele. "Não tínhamos ideia do quanto teríamos que viajar para sair do Sistema Solar. Sabemos agora que em aproximadamente cinco anos devemos estar fora do Sistema Solar pela primeira vez", completou.

'Partículas carregadas'
A Voyager 1 foi lançada no dia 5 de setembro de 1977, enquanto sua sonda gêmea, a Voyager 2, foi enviada ao espaço pouco antes, em 20 de agosto de 1977. O objetivo inicial da Nasa era inspecionar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, uma tarefa concluída em 1989.

As sondas gêmeas foram então enviadas na direção do centro da Via Láctea. Abastecidos por suas fontes radioativas de energia, os instrumentos das sondas continuam funcionando bem e enviando informações à Terra, apesar de que a vasta distância envolvida significa que uma mensagem de rádio precisa viajar cerca de 16 horas.

As últimas descobertas vêm do detector de partículas de baixa energia da Voyager 1, que tem monitorado a velocidade dos ventos solares. Esta corrente de partículas carregadas forma uma bolha em torno do nosso Sistema Solar conhecido como heliosfera. Os ventos viajam a uma velocidade "supersônica" até cruzar uma onda de choque no encontro com as partículas interestelares.

Nesse ponto, o vento reduz sua velocidade dramaticamente, gerando calor. A Voyager determinou que a velocidade do vento em sua localização chegou agora a zero.

Corrida
"Chegamos ao ponto em que o vento solar, que até agora tinha um movimento para fora, não está mais se movendo para fora; está apenas de movendo lateralmente para depois acabar descendo pelo rabo da heliosfera, que é um objeto com forma de cometa", disse Stone, que é baseado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena.

O fenômeno é a consequência do vento indo de encontro à matéria vinda de outras estrelas. A fronteira entre os dois é o fim "oficial" do Sistema Solar, a heliopausa. Uma vez que a Voyager passar por isso, estará no espaço interestelar.

Os primeiros sinais de que a Voyager havia encontrado algo novo apareceram em junho. Vários meses de coleta de novos dados foram necessários para confirmar a observação.

"Quando percebi que estávamos recebendo zeros definitivos, fiquei maravilhado", disse Rob Decker, um pesquisador da Universidade Johns Hopkins que trabalha com o detector de partículas de baixa energia da Voyager. "Ali estava a Voyager, uma sonda espacial que tem sido um burro de carga há 33 anos, nos mostrando algo completamente novo mais uma vez", completou Decker.

Chuva na noite de segunda-feira


Apesar da astronomia ser indissociável da meteorologia, este blog não mudou de time. Mas ninguém consegue observar o céu sem saber antes se o tempo vai estar bom, não? Todo astrônomo (observacional) acaba se tornando um meteorologista amador, mas não vou falar de previsão do tempo. Estou falando de um outro tipo de chuva.

O caminho da Terra no espaço não é um vácuo perfeito, como muita gente pensa. Longe disso, o espaço sideral próximo ao planeta contém gás, poeira, destroços de cometas e de artefatos humanos tais como pedaços de foguetes e satélites. Por isso, de vez em quando a gente vê no céu um risco brilhante.

Isso acontece quando uma partícula entra na atmosfera da Terra e se aquece após o atrito com o ar. A temperatura se torna tão alta que ela acaba se evaporando e raramente chega à superfície. Esses objetos luminosos são chamados de meteoros ou popularmente de estrelas cadentes. Vez ou outra, um meteoro tem tamanho suficiente para resistir ao calor do atrito e consegue chegar ao chão. Quando isso acontece ele é chamado de meteorito.

Os meteoros podem deixar rastros luminosos com cores variadas, que dependem da velocidade do objeto, mas principalmente de composições químicas. Durante uma noite sem Lua e longe da iluminação urbana é possível observar vários deles cruzando o céu. Esses são os meteoros esporádicos.

Vez por outra a Terra cruza a órbita de um cometa ou asteroide. Na verdade, a órbita de um objeto desses é um rastro de destroços deixados para trás. Quando a Terra intercepta essa trilha ocorre o que chamamos de máximo de uma chuva. Nessa noite, observamos um pico no número de meteoros riscando o céu e parece que todos eles surgem do mesmo ponto, chamado de radiante.

É essa chuva que eu estava mencionando. Agora na segunda feira 13 de dezembro, teremos uma chuva de meteoros das mais intensas, a Geminídeos. Ela é assim chamada, pois o radiante dela está na constelação de Gêmeos. Essa chuva está associada ao asteroide 3200 Phaethon e espera-se uma taxa de um ou dois meteoros por minuto!

A dica para observar essa chuva é simples, basta olhar para a direção nordeste no começo da noite, a partir de um local escuro. Sem telescópio ou binóculo. A Lua estará em Quarto Crescente no dia 13. Isso deve dificultar as coisas, mas como o radiante estará alto a partir das 23 horas e a Lua deve se pôr à meia-noite, aproximadamente, o começo da madrugada do dia 14 promete. Principalmente para quem já está de férias. Infelizmente, eu não estou.

Já nas noites anteriores, ou mesmo posteriores ao máximo, vai ser possível notar que há mais meteoros riscando o céu do que o normal, pois a trilha de destroços deixadas pelo Phaethon é bem larga. São esperados meteoros rápidos e brilhantes, mas eventualmente um ou outro mais lento poderá cruzar o céu, brilhando mais forte até se desintegrar por completo.

Bom, tudo isso imaginando que não chova. Água, neste caso…